Categoria: Living Lab

Sessões de testes para desenvolvimento de algoritmos

Os voluntários da rede COLABORAR estão a participar num projeto de investigação europeu. COTIDIANA – Sistema móvel centrado do doente para melhorar estudos clínicos e acompanhamento de pessoas idosas com doença reumática – é um projeto co-financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, FFG, Confederação Suíça, Programa AAL e União Europeia. O projeto junta uma equipa multidisciplinar de cientistas, constituída por programadores, especialistas em UX/UI, e investigadores clínicos.

Nesta fase, o estudo consiste em usar smartphones para recolher dados de movimento enquanto os participantes executam tarefas de marcha e de movimentos da articulação do pulso. Os dados que estão a ser recolhidos são fundamentais para os cientistas treinarem os algoritmos dos sensores. Quando o sistema final estiver disponível, as pessoas com doença reumática irão poder ser avaliadas relativamente ao estado físico em ambulatório. Isto significa que o smartphone vai poder monitorizar a destreza manual, a marcha e atividade física, e os padrões de sociabilidade, e todos estes dados irão informar o médico sobre a evolução e estado da doença. Este novo método tem algumas vantagens relativamente à avaliação tradicional em consultório. Os doentes poderão ser avaliados mais frequentemente sem necessidade de se deslocarem ao hospital. Mais ainda, a informação recolhida pelos sensores do smartphone é potencialmente mais objetiva, pois reflete o estado do doente diariamente, o que é potencialmente mais preciso do que a informação subjetiva recolhida através de questionários e de avaliações pontuais pelos médicos, habitualmente a cada 3 a 6 meses.

Envolver utilizadores de tecnologia em questionários online

Os projetos COTIDIANA e Anathema estão a conduzir questionários online relacionados com doença reumática e saúde sexual, respetivamente. Distribuímos o link dos questionários pelo painel de participantes da rede COLABORAR, incluindo seniores e instituições parceiras. Nas instituições, os diretores estão a facilitar a participação dos idosos, ao divulgarem o estudo e ajudarem os utilizadores menos proficientes no acesso ao computador ou tablet.  Os questionários online são rápidos e custo-efetivos. E podem ser completados no conforto do lar.

Para o projeto COTIDIANA, o questionário tem por finalidade explorar preferências e ideias de pessoas com doença reumática sobre uma aplicação móvel para monitorizar sintomas e o auto-cuidado relacionado com a condição reumática. O objetivo do questionário do projeto Anathema é avaliar um possível serviço, atualmente em desenvolvimento, baseado numa aplicação móvel que aborda a saúde sexual dos seniores. Os diretores das instituições também receberam um link para o questionário, de forma a poderem partilhar a sua opinião sobre esta app. A informação recolhida vai influenciar e melhorar o desenho dos protótipos de ambos os projetos.

Primeiro estudo longitudinal concluído com sucesso

Os últimos dois anos foram excecionalmente desafiantes. A pandemia por Covid-19 forçou-nos a realizar investigação de forma remota. Na época, os investigadores do projeto ELAPSE, financiado pela Fundação Gulbenkian, tinham iniciado o recrutamento de participantes e as avaliações iniciais. O projeto continuou e os investigadores distribuíram tablets e smartphones pelas instituições parceiras da rede COLABORAR, o painel de participantes em investigação do AICOS.

O objetivo do projeto ELAPSE era avaliar o impacto da tecnologia no combate ao isolamento social dos mais idosos. Com as medidas de controlo do Covid-19 a impor restrições às visitas aos lares, o encerramento de centros de dia e de convívio, e a limitação de reuniões familiares por todo o país, o papel da tecnologia tornou-se mais evidente. Isto porque as preocupações com o bem-estar emocional dos idosos impulsionaram as instituições a promover ativamente chamadas de vídeo com os familiares dos idosos. Mais ainda, para aliviar a ansiedade e havendo menos atividades de lazer, os idosos começaram a usar a plataforma de jogos desenvolvidos pelo AICOS e instalada nos tablets. Passaram dois anos e os idosos ainda usam os tablets diariamente. Usam para jogar jogos, procurar notícias no Google, e usar o YouTube para ouvir música e ver tutoriais de trabalhos manuais. Os investigadores não podiam estar mais felizes por proporcionarem tecnologia de forma gratuita e verem os idosos a tornarem-se proficientes no seu uso.

A necessidade de realizar o estudo à distância permitiu aos investigadores ganhar competências na realização de investigação remota. O estudo terminou com sucesso e os resultados foram apresentados à Fundação Gulbenkian. A apresentação contou com a participação das diretoras técnicas das instituições que participaram no estudo e serviu ainda para refletir sobre o papel da tecnologia durante a pandemia.

Testes de usabilidade: 3 razões para participar

Os testes de usabilidade são cruciais no processo de desenvolvimento de uma aplicação para dispositivos móveis ou de um website. Para os participantes, também há benefícios. Aqui está o nosso top 3 de benefícios para o participante.

  • 1 – Ser o primeiro a experimentar tecnologia

Participar em testes de usabilidade permite-lhe descobrir aplicações e websites antes de estarem disponíveis para o público. E isso é muito divertido!

  • 2 – Poder expressar a sua opinião

Todos gostamos que a nossa opinião seja ouvida. Num teste de usabilidade, os investigadores vão pedir-lhe para falar dos aspetos de que mais gosta na aplicação e também dos aspetos de que menos gosta. E, acredite, os investigadores estão mesmo interessados em saber aquilo que pensa. Isto porque as dificuldades que encontrar ao usar a app ou navegar no website vão poder ser resolvidas, para que tenham muito mais qualidade quando chegarem às mãos do público.

  • 3 – Fazer parte da inovação tecnológica

A sua opinião ajuda a moldar a tecnologia do futuro. Vai certamente achar muito enriquecedor ajudar a melhorar soluções na área do bem-estar, saúde, segurança, agricultura, comércio, energia, qualidade de vida no envelhecimento e tecnologia para as comunidades.

Para participar, basta inscrever-se aqui. Quando um estudo estiver disponível, iremos convidá-lo por telefone ou email.

COLABORAR distribui tablets por séniores de nove instituições para combater o isolamento social

Para combater o isolamento social imposto pela COVID-19, e de forma a promover a proximidade de familiares e cuidadores, a rede de utilizadores COLABORAR está a distribuir tablets a idosos de algumas instituições parceiras. No total deverão ser cedidos 33 equipamentos a nove instituições. A primeira a receber os tablets foi a Associação Monte Pedral.

Os equipamentos pretendem, sobretudo, contribuir para o bem-estar deste grupo da população, estimulando o contacto e a proximidade com familiares e também permitir momentos mais lúdicos através do recurso a algumas funcionalidades como jogos e atividades. Esta iniciativa da rede COLABORAR surge no âmbito do Projecto ELAPSE, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, que consiste na implementação de um estudo longitudinal para avaliação do impacto da tecnologia no combate ao isolamento social dos idosos.

3 estratégias para gerir melhor um living lab

Envolver utilizadores de forma ativa e contínua é essencial para manter uma rede de utilizadores que apoia projetos de investigação. Quando um projeto identifica a necessidade de utilizadores, quer seja para realizar investigação sobre o utilizador ou testes de usabilidade de aplicações móveis inovadoras de sáude e bem-estar, o COLABORAR deve prontamente fornecer participantes. Frequentemente, recrutamos o mesmo utilizador múltiplas vezes, se ele/ela cumprirem os critérios de inclusão. As estatísticas do nosso living lab mostram que cada participante participou em média 2,7 vezes em atividades de investigação, desde o início do COLABORAR, em novembro de 2011. Isto implica que sejamos capazes de manter os utilizadores na rede e é também um dos maiores desafios de gerir um living lab.

Ao longo dos últimos 8 anos experimentámos e melhorámos algumas estratégias. Aqui estão algumas lições que nos ajudaram a manter os voluntários “ativos”, ou seja, recetivos a serem convidados a participar.

1 – Mostrar apreço pelo seu contributo na investigação

2 – Manter contacto

3 – Construir confiança

Estamos certos de que estas dicas vão ajudá-los a gerir com sucesso um living lab.

Mensagem da equipa do COLABORAR

O projeto COLABORAR completou outro ano de excelente desempenho em 2019, demonstrando o valor de um living lab no Porto.

O sucesso deste ano que agora termina não teria sido possível sem os voluntários que nos ajudam a corresponder aos desafios que as diferentes necessidades dos projetos representam. Acima de tudo, as pessoas do COLABORAR inspiram os investigadores e são informadores previlegiados das necessidades, desafios e capacidades deste público-alvo, fortalecendo assim o nosso posicionamento como especialistas em investigação em humanos, usabilidade, teste e criação de evidência sobre tecnologia digital.

Desejamos a todos umas Boas Festas e um Feliz Ano Novo!

A equipa do COLABORAR

Tempo de festejar

O COLABORAR celebrou  8 anos de existência do Living Lab do Fraunhofer AICOS com a organização de um convívio social. Voluntários, investigadores e a coordenadora do COLABORAR discutiram juntos as atividades em curso e os aspetos positivos e negativos.

Ao longo dos últimos 8 anos, com a ajuda dos voluntários, maioritariamente do Porto, o COLABORAR suportou mais de 3000 atividades de investigação. Muitas pessoas contribuiram com o seu tempo permitindo aos investigadores recolher a opinião dos utilizadores aceca de tecnologias inovadoras de auto-cuidado e bem-estar. Fundamentalmente, os voluntários tornaram possível um ambiente de discussão, partilha e convívio, promovendo assim a compreensão acerca de como os idosos vivem, assim como os seus hábitos e dificuldades.

 

 

Dia Mundial da Usabilidade 2019

Hoje celebra-se o Dia Mundial da Usabilidade 2019.

Felicitamos todos os profissionais que trabalham na área dos estudos de usabilidade. Quer trabalhem com objetos como mesas ou carros, ou trabalhem com software para computador, TV, telemóvel ou tablet, desempenham um trabalho muito importante, pois os seus métodos de estudo permitem que os utilizadores tenham boas experiências de utilização dos dispositivos.

Na Fraunhofer Portugal AICOS, há uma equipa inteira dedicada a estes estudos. São engenheiros, designers e outros profissionais a trabalhar na equipa de Design Centrado em Humanos.

Como recrutar participantes em 4 passos

Vamos partilhar os passos que seguimos quando preparamos o recrutamento de participantes para investigação em sessões de usabilidade. O recrutamento de participantes pode ser difícil, especialmente para um investigador que está a iniciar atividades de Design Centrado em Humanos, por isso partilhamos algumas coisas que fazemos sempre para tornar o recrutamento efetivo e mais fácil.

Estes são os 4 passos:

1 – Definir os utilizadores

As características dos utilizadores dependem do contexto do estudo e do público-alvo da tecnologia em estudo. Por exemplo, pode precisar de seniores ativos que ainda estão envolvidos em atividades físicas e sociais e que estão à vontade com tecnologia. Ou pode ser útil receber a perspetiva de idosos que não usam tecnologia.

2 – Planear os materiais a usar nos testes

Os materiais que está a planear usar numa sessão de usabilidade com utilizadores para estes interagirem devem ser tidos em consideração quando se está a recrutar os participantes. Os protótipos em papel são uma boa opção para usar com utilizadores que não estão à vontade com tecnologia porque eliminam a barreira de usar um smartphone ou um tablet. Desta forma, os participantes serão capazes de se concentrarem na compreensão do workflow e de se focarem nas tarefas. Por outro lado, quando está a preparar um teste de usabilidade na fase de validação da tecnologia e por isso protótipos mais funcionais e interativos devem ser usados, são necessários utilizadores proficientes.

3 – Contextualizar

Explicar sucintamente o objetivo do projeto, bem como os materiais a usar, dia, hora e duração da sessão é muito importante quando se convida um potencial participante. Estas informações permitem-lhe ter uma visão geral sobre o âmbito da investigação, por que são necessários testes e o que o investigador espera dele ou dela. Tenha em atenção que deverá realçar que não existem boas ou más respostas, apenas necessita da sua opinião.

4 – Prestar atenção aos feriados nacionais e épocas festivas

Os idosos frequentemente tiram mini-férias e retiros para o campo, habitualmente por altura de um feriado, fim-de-semana ou época festiva, para que possam passar tempo com familiares que ainda trabalham. Por essa razão, não é boa ideia agendar sessões de teste nestes períodos. Adapte a sua agenda à disponibilidade dos participantes e apresente várias opções de calendário.

Estes são conselhos práticos que pode usar no próximo recrutamento de participantes para uma sessão de usabilidade. Diga-nos se os achou úteis, através do nosso formulário de contacto.